Antena Corta Pipa e outros cuidados para evitar acidentes com cerol

Antena Corta Pipa e outros cuidados para evitar acidentes com cerol

Todo motociclista que passa diariamente por estradas muito próximas a regiões urbanizadas acaba sentindo medo e preocupação com os fios de pipa que podem atravessar seu caminho. O uso de cerol, mistura cortante de vidro moído e cola, é comum entre adultos e crianças que empinam pipas e desejam cortar o fio dos “concorrentes” na brincadeira. Mas esta prática não tem nada de engraçado, pois coloca a vida de muitos pedestres e motociclistas em risco.

Na Grande Florianópolis o trecho da Via Expressa (BR-282), no bairro Monte Cristo, é um dos mais preocupantes no Estado, entre as oito rodovias federais. Recentemente um motociclista que trafegava pela marginal da via foi atingido por um fio com cerol e quase teve o nariz decepado. A viseira estava entreaberta, a Antena Corta Pipa levantada e o motociclista pilotava em baixa velocidade, mas assim mesmo os danos foram extensos e atingiram o rosto, o nariz e o braço do piloto.

Em reportagem produzida pelo Diário Catarinense, o motociclista atingido, o jornalista Leandro Costa, conta que logo atrás dele vinha outra moto que não teve tanta sorte. O outro piloto acabou caindo e sendo atropelado por um veículo.

Outro trecho que demanda muito cuidado é a Via Expressa Sul, no bairro Costeira do Pirajubaé. Apesar de ações constantes da Polícia Rodoviária Militar a atenção é redobrada para os motociclistas que trafegam pela localidade.

Antena Corta Pipa

Este é o item mais importante para motociclistas que trafegam em área de risco com cerol. A Antena Corta Pipa é uma haste metálica que fica estendida diante do motociclista e possui um gancho na ponta com a parte interna afiada, o que prende o fio e já realiza o corte do mesmo. Este item dificulta a aproximação do fio cortante no corpo e, principalmente, no pescoço do motociclista. Há inúmeros modelos disponíveis no mercado, com opções retráteis e fixas.

Antena Corta Pipa - Geração Yamaha

Para redobrar a eficácia é possível instalar duas antenas do tipo, uma de cada lado do painel da moto. O investimento nesse caso é baixo, com opções de antenas que variam de R$10,00 a R$50,00, mas que podem ser a diferença entre a vida e a morte.

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Capacete fechado e viseira abaixada

Os capacetes do tipo aberto, permitidos por lei, deixam o motociclista mais exposto e podem agravar a extensão e a profundidade do corte feito por linhas com cerol. Os capacetes fechados são os mais recomendados para quem trafega por estas áreas de risco, como é o caso dos trechos da Via Expressa e da Via Expressa Sul, citados anteriormente.

Outro cuidado simples mas que é de suma importância é pilotar sempre com a viseira abaixada. Normalmente esta prática já lhe protege de possíveis pedras, insetos ou poeira que venham de encontro a sua visão. Imagine então a importância desta proteção contra um fio cortante direcionado ao seu rosto.

Pescoceira anticerol e luvas

Pescoceira anticerol - Geração Yamaha

Outra opção para se proteger das linhas de pipa é um modelo de pescoceira anticerol de neoprene – mesmo material das roupas de mergulho. O protetor tem, internamente, três segmentos de cabo de aço – um central e um de cada lado – protegendo a região do pescoço. Em caso de contato direto com linha + cerol, o corte atravessa a parte de tecido do acessório mas se rompe ao alcançar o metal trançado dentro da pescoceira.

O preço sugerido é de R$50,00 e o acessório só é vendido na cor preta. Há também uma versão para verão, com tecido ventilado.

Outro item que pode passar despercebido na hora de se proteger contra o cerol são as luvas. Em muitos casos os motociclistas atingidos podem estar com as mãos próximas ao rosto ou pescoço, o que inevitavelmente causará danos graves. A proteção extra de uma luva bem reforçada pode reduzir os ferimentos de maneira drástica.

Denuncie

Você sabia que quem fere um motociclista, ciclista ou pedestre com linha cortante pode responder pelo crime de lesão corporal? De acordo com o Artigo 132 do código penal “Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente tem como pena a detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave”.

Já no Artigo 129 “Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem” resulta em detenção de três meses a um ano. Em caso de lesão corporal de natureza grave a pena é de reclusão de um a oito anos. Já em lesão corporal seguida de morte a pena é reclusão de quatro a doze anos.

Se você presenciar situações do tipo pode fazer sua denúncia através do 191 – PRF, e do 198 – PMR.

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